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08/08/2017

Trabalhador consciente e sindicalizado terá mais proteção com a Reforma Trabalhista

Fonte: Força Sindical

 

Pressionado pelo poder econômico, o governo abandonou a própria sorte mais de 39 milhões de trabalhadores formais e condenou à morte cerca de 25 milhões de brasileiros, que estão desempregados ou na informalidade.

A Reforma Trabalhista já é uma realidade. Para resguardar os direitos do trabalhador, os Sindicatos dos Frentistas de todo o país intensificaram o trabalho de base e avaliam medidas para blindar as negociações salariais.

Para defender os direitos dos trabalhadores de postos de combustíveis e lojas de conveniência, a FENEPOSPETRO vai reforçar as negociações coletivas em todo o país, já que com a Lei 13.467, também conhecida como Reforma Trabalhista, passa a valer o que constar na Convenção. As futuras negociações salariais da categoria serão um teste de fogo para os dirigentes sindicais e os trabalhadores, que terão que lutar, unidos, para não perder direitos.

Para conscientizar o trabalhador de postos de combustíveis sobre a perda de direitos, os Sindicatos dos Frentistas de todo o país, que representam mais de 500 mil trabalhadores, intensificaram o trabalho de base nas suas regiões. O objetivo é mostrar que, em tempos difíceis, só as categorias organizadas conseguirão manter os seus direitos conquistados e lutar por melhorias nos salários e nos benefícios.

A Lei 13.467 propõe um sistema novo nas relações do trabalho no Brasil e ataca as relações sociais. A Reforma Trabalhista afeta diretamente a estrutura da Justiça do Trabalho, o sistema de administração e fiscalização do trabalho, além de desarticular o movimento sindical. Enquanto a Reforma Trabalhista não entra em vigor, só a partir de novembro, dirigentes da federação e o corpo jurídico da entidade avaliam os pontos prejudiciais aos trabalhadores e a inconstitucionalidade da lei.

Com a Lei da Reforma Trabalhista, os trabalhadores perderam direitos consagrados na Consolidação das Leis Trabalhista (CLT). A lei que precariza a mão de obra e promove um grande retrocesso social no país vai fragilizar, ainda mais, as relações de trabalho. A negociação salarial, por exemplo, poderá ser feita diretamente entre patrão e empregado, ou seja, as empresas vão poder impor as regras, e caberá ao trabalhador acatar ou ser demitido. Nessa queda de braço entre capital e trabalho, a sindicalização se torna uma medida de proteção para o trabalhador. Nas questões econômicas e sociais, os empregados sindicalizados só poderão ser representados pelos seus sindicatos.

A punhalada do governo, em vez de ferir mortalmente os sindicatos atuantes, serviu para oxigenar o movimento sindical, que vai sacudir a poeira e, indiscutivelmente, sairá muito mais revigorado e fortalecido desta profunda reforma que as lideranças dos frentistas já começaram a promover. Os sindicatos são organizações de representação dos interesses dos trabalhadores, criadas para compensar o poder dos empregadores na relação contratual, sempre desigual e reconhecidamente conflituosa, entre capital e trabalho. No Brasil, os sindicatos são agentes sociais que reivindicam e organizam a classe trabalhadora no contexto de uma democracia representativa e também participativa, como previsto na Constituição Federal de 1988. Essa é a luta do movimento sindical. Uma luta impulsionada pela força e a esperança e que resiste e segue firme em busca da construção de um país mais justo com direitos iguais para todos.

 

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